ZOOLÓGICO DE TERROR ADMINISTRATIVO

ZOOLÓGICO DE TERROR ADMINISTRATIVO

O setor de RH da Mosaic CTV parece ter deixado de lado qualquer intenção de representar um elo entre empresa e trabalhador. Hoje, o que temos é um verdadeiro zoológico de terror institucionalizado. No centro das ações mais questionáveis está algo pré-histórico, cuja conduta é marcada por estratégias repetitivas de desvio de responsabilidade e abafamento de denúncias. Quando a situação é simples, transfere-se para outra unidade. Quando é grave, enterra-se em silêncio. E quando envolve nomes do grupinho de confiança, o sumiço das informações é automático. O resultado é uma gestão de pessoas onde o ruído é regra, a omissão é prática e o respeito ao trabalhador virou animal em extinção. E os relatos continuam chegando.

A coisa pré-histórica parece ter feito carreira não em recursos humanos, mas em relações desumanas. De humana, sua gestão não tem nada. Quando surgem denúncias graves — e não são poucas — o procedimento padrão é um só: abafar tudo. E com o av -al do turista, é claro. Um exemplo escandaloso foi o caso do coordenador de PCM.

Acusado de racismo, machismo e abuso de poder, ele humilhou colegas e perseguiu funcionários abertamente. Disse, em reuniões, inclusive na presença de lideranças, que a pessoa só foi contratada pela Vale por ser preta e mulher. Nada aconteceu. Silêncio institucional. Omissão estratégica. Outro nome que circula nos relatos é o fantasma do EHS. Nunca aparece em campo, mas sempre está pronto para ameaçar. Acusações de assédio se acumulam, mas, adivinhe? Nada aconteceu também.

A coisa pré-histórica protege, arquiva e orienta a resolver “internamente”, ou seja: silenciosamente. Porque segundo ela, denúncias formais a expõem com o pessoal de fora. Ou seja, proteger a própria imagem é mais urgente que proteger o trabalhador. Ah, e quando o problema é o plano de saúde? A resposta é: ligue pro canal. o RH terceirizado emocionalmente. O trabalhador sofre, e a coisa pré-histórica orienta procurar atendimento eletrônico. Que recursos humanos são esses que não olham nos olhos nem ouvem as vozes de quem sustenta a empresa?

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