“TC05: O TRANSPORTADOR QUE LIGA O NADA A LUGAR NENHUM”

“TC05: O TRANSPORTADOR QUE LIGA O NADA A LUGAR NENHUM”

No coração do TMIB, o que era para ser um símbolo de eficiência e reaproveitamento de estrutura tornou-se um dos maiores exemplos de desperdício de recursos e descaso com as reais necessidades dos trabalhadores. Estamos falando do Transportador TC05, apelidado entre os empregados como “o elefante branco do TMIB”. Originalmente parte de numa estrutura demolida por questões de segurança, o transportador foi reerguido sem qualquer planejamento funcional. O resultado? Um equipamento totalmente fora de operação que, desde sua “inauguração”, nunca transportou sequer uma tonelada de minério. ZERO. Isso mesmo.
Enquanto isso, foram gastos tempo, contratação de terceiros, aquisição de lonas, rolos, motores, acionamentos e outros componentes – tudo para um equipamento que liga o nada a lugar nenhum. Não bastasse isso, a área ao lado – remanescente do antigo galpão – encontra-se alagada e inviável para estocagem, devido à ausência de drenagem adequada. Onde está o planejamento da engenharia?

ARMAZÉM 2: REFORMA SEM FUNÇÃO

Outro ponto que chamou a atenção da categoria foi a “reforma” do Armazém 2. Após investimentos, a entrada foi modificada de forma que carretas não conseguem manobrar e acessar o espaço. Em uma das últimas tentativas de estocagem, de dez carretas previstas, apenas uma conseguiu entrar. Isso mesmo: 10% de aproveitamento.
Como solução improvisada, foi necessário abrir a cerca, ultrapassando os limites originais do pátio, gerando mais retrabalho, mais custo e mais desperdício. Tudo isso poderia ter sido evitado com a simples remoção de piquetes mal posicionados — mas, mais uma vez, a resistência em admitir erros falou mais alto.

E O TRABALHADOR? SEMPRE EM SEGUNDO PLANO

Em contraste com esses gastos questionáveis, quando se trata de melhorar a vida do trabalhador — um benefício digno, um adicional de insalubridade, um auxílio farmácia, um crédito extra no cartão — o que se ouve é um sonoro NÃO. A cada novo “projeto genial”, cresce entre os trabalhadores a percepção de que a prioridade da empresa está longe de ser o bem-estar de quem produz. Enquanto jardins ornamentais são instalados
e gramados são cultivados em rotatórias, o trabalhador segue fazendo no braço o que falta de equipamento e reconhecimento.

O SINDICATO CONTINUA VIGILANTE

Denunciamos essas contradições porque acreditamos que recursos devem ser usados com responsabilidade e, sobretudo, que quem constrói a produção diária merece respeito, valorização e retorno real do
investimento da empresa. Se você também presenciou situações como essas, entre em contato com o sindicato. Sua voz importa.

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