O SINDIMINA alerta a categoria sobre dois pontos graves da proposta de PPR 2026 apresentada pela Stratos, a retirada dos reflexos dos adicionais de periculosidade e insalubridade da base de cálculo e a criação de uma cláusula de absenteísmo como meta coletiva. A retirada dos reflexos dos adicionais de periculosidade e insalubridade representa prejuízo direto aos trabalhadores expostos a risco acentuado, a periculosidade não é uma parcela comum ou aleatória: ela existe porque o trabalhador exerce suas atividades em condições mais severas, perigosas e próprias da realidade
minerária. Por isso, o SINDIMINA não aceita que a empresa reconheça o risco para pagar o adicional mensalmente, mas tente ignorar esse mesmo risco no momento de calcular o PPR, na prática, retirar os reflexos da periculosidade insalubridade significa reduzir o valor da participação justamente daqueles que atuam em áreas de maior exposição, como mina, usina, operação, manutenção, beneficiamento, transporte e demais setores sujeitos aos riscos da atividade.
Outro ponto extremamente preocupante é a tentativa de incluir o absenteísmo como meta coletiva, considerando faltas justificadas e injustificadas da unidade.
O SINDIMINA entende que essa cláusula pode transformar ausências legítimas em punição econômica, atestado médico, afastamento por motivo de saúde, acidente, doença ocupacional ou qualquer ausência devidamente justificada não podem ser tratados como fator de redução do PPR.
Essa lógica é perigosa porque cria pressão indireta sobre o trabalhador, o empregado pode se sentir constrangido a não apresentar atestado, adiar consulta médica, esconder sintomas ou comparecer ao trabalho mesmo adoecido, com receio de prejudicar o resultado da equipe ou da unidade. Em uma atividade como a mineração, essa situação é ainda mais grave, trabalhador doente , pressionado ou com medo de se afastar representa risco para si, para seus colegas e para toda a operação, saúde e segurança não podem ser colocadas abaixo de meta empresarial. Além disso, a meta coletiva de absenteísmo pode penalizar trabalhadores que não tiveram qualquer ausência, transferindo para toda a unidade uma responsabilidade que muitas vezes decorre de situações individuais, médicas, legais ou estruturais. PPR deve valorizar o resultado do trabalho, não servir como instrumento de redução de direitos ou de pressão contra quem precisa cuidar da própria saúde. Por isso, o SINDIMINA se posiciona contra a proposta enquanto forem mantidas a retirada dos reflexos do adicional de periculosidade e a cláusula de absenteísmo como meta coletiva.
PPR justo não pode apagar o risco da atividade minerária nem transformar saúde em punição.
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