É UMA PALHAÇADA, EXAMES PERIÓDICOS: UM TEATRO DE UM MINUTO
E como se tudo já não estivesse suficientemente fora dos trilhos, os relatos sobre os exames periódicos de saúde realizados na unidade beiram o escárnio. A avaliação médica, que deveria zelar pela integridade física dos trabalhadores da mina, virou uma encenação burocrática que mal dura um minuto. Isso mesmo: sessenta segundos entre entrar e sair da sala, sem qualquer escuta, sem qualquer exame efetivo. A médica responsável sequer utiliza jaleco — item básico de qualquer atendimento clínico — o que reforça o caráter improvisado e descompromissado do processo. O trabalhador é tratado como peça em linha de produção: carimba, libera e segue o próximo. O que deveria ser uma consulta se resume a um cruzar de olhares apressado e um “tudo certo?”. Esse tipo de prática não apenas banaliza a saúde ocupacional como coloca em risco a segurança coletiva de CTV. Quem fiscaliza? Quem cobra? A saúde do trabalhador não pode ser tratada como número em planilha.
Hidratar trabalhador não é favor. Garantir segurança não é gentileza. E respeito, meus caros, não é brinde de evento corporativo. O Sindicato seguirá vigilante, combativo e, acima de tudo, ao lado de quem realmente sustenta essa empresa debaixo da terra.
