Dirigentes sindicais visitam planta da empresa Mosaic: mina em potássio em Aracaju

Dirigentes sindicais visitam planta da empresa Mosaic: mina em potássio em Aracaju

Em mais uma atividade que busca a aproximação com as bases e com sindicatos afiliados, dirigentes da CNQ-CUT, FITEM e IndustriALL Global Union estiveram na mina de potássio explorada pela Empresa Mosaic, em Aracaju (SE), que conta com 800 trabalhadoras e trabalhadores diretos. A agenda foi organizada pelo SINDIMINA-Sergipe.

No Mês Internacional da Mulher, foi muito gratificante saber, durante a visita, que o ambiente, a 700 metros de profundidade, com quase 100% dos trabalhadores homens, é chefiado por duas engenheiras do gênero feminino, o que evidencia a importância da valorização e do empoderamento de mulheres nos locais de trabalho. 

Participaram da atividade a companheira Lu Varjão (Secretária de Relações Internacionais da CNQ e Vice-presidenta da IndustriALL Global Union da América Latina), e os companheiros Juvenil Nunes da Costa (Secretário de Administração e Finanças da CNQ), Álvaro Luiz da Silva Alves (Secretário do Setorial Minérios da CNQ), Francisco Brito de Freiras (Secretário Regional Norte da CNQ) e José Rogério Ulhoa (Presidente do SINDIEXTRA-MG/Paracatu).

Os dirigentes enfatizaram que a delegação sindical foi bem recebida pela direção da empresa, com muita cordialidade e respeito. 

Relatos

“Foi uma experiência única, onde pudemos ter contatos com elementos muito importantes para reflexões. Assim que descemos o elevador, nos deparamos com essas duas mulheres, que nos receberam muito bem. São engenheiras qualificadas: uma com 3 anos de empresa e outra mais nova. As duas com experiências fantásticas”, relata Lu Varjão.

A dirigente conta ainda que, somente após a chegada e a reivindicação dessas companheiras, foram pensadas estruturas para trabalhadoras do gênero feminino, incluindo banheiros e vestiários. 

“Levantaram essa bandeira e a própria empresa notou rapidamente que necessitariam de condições adequadas de trabalho para elas, inclusive por estarem no comando de equipes formadas exclusivamente por homens. No geral, foram muito bem acolhidas, mas, é claro, enfrentaram resistências por parte de alguns que ainda carregam aquela carga cultural com a ideia de que não podem ser comandados por mulheres”, pontua Lu Varjão.

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