Os trabalhadores da mineração em Sergipe conhecem bem a história da nossa atividade, ao longo dos anos, mesmo com as mudanças de empresas — de Petrobras à Vale, da Vale à Mosaic e, agora, à Stratos — sempre houve um compromisso mínimo com a manutenção de condições dignas de trabalho e de benefícios essenciais. Entre esses benefícios, o plano de saúde sempre ocupou papel central, não como um favor, mas como uma garantia construída ao longo do tempo, assegurando ao trabalhador e à sua família acesso à saúde sem a imposição de custos diretos que comprometessem o sustento do lar e nem tirar comida da mesa. Agora, a empresa comunica que pretende alterar esse modelo a partir de 1º de abril, com a possível implementação de coparticipação. Na prática, isso significa que o trabalhador passará a pagar por atendimentos, exames e procedimentos, transferindo para o seu bolso um custo que, até então, era de responsabilidade da empresa. Não estamos diante de um simples ajuste, estamos diante de uma mudança que impacta diretamente a vida do trabalhador, sua saúde e sua segurança financeira. O SINDIMINA já se posicionou de forma clara e firme: alterações dessa natureza não podem ser impostas de forma unilateral. Qualquer mudança que afete um direito coletivo e consolidado exige negociação, respeito e participação dos trabalhadores.
SINDICATO NÃO ACEITARÁ QUE CONQUISTAS HISTÓRICAS SEJAM REDUZIDAS OU ENFRAQUECIDAS
SINDIMINA informa que não ficará de braços cruzados. Já estão sendo adotadas todas as medidas cabíveis — administrativas, negociais e judiciais — para impedir qualquer prejuízo à categoria e garantir a preservação dos direitos dos trabalhadores. Este é um momento de atenção, união e consciência. A história da mineração em nosso estado nunca foi construída com passividade. Foi construída com organização, diálogo firme e, quando necessário, enfrentamento. E é com essa mesma postura que o SINDIMINA seguirá atuando.
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